CONTAR A HISTÓRIA DA FAMILIA DE CORNELIO E LUIZA FERRI SEGANFREDDO
a estrada
abrem-se caminhos
sábado, 11 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
VISITA A NOVA PRATA
| FELIZ, PENSANDO NO QUE IA ENCONTRAR LÁ.... |
Bem, sendo Nova Bassano e Nova Prata minhas cidades preferidas da Serra Gaucha, por ser o "berço" que recebeu os Seganfredo quando chegaram ao Brasil e ali viveram por muitos anos, e alguns ainda vivem, fiz uma série de fotos alusivas, e farei aqui algumas páginas de fotografias que poderão interessar tanto aos Seganfreddo da Itália quanto os Seganfredo do Brasil...assim como eu, espero que fiquem felizes em ver esta parte da história de nossos antepassados em fotografia. ..
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| CESTO DE TAQUARAS- FORMATO UM POUCO DIFERENTE DAQUELE QUE A JOVEM DA FOTO CARREGA |
| CESTO DE TAQUARAS-A JOVEM CARREGA MILHO OU PALHA DE MILHO.... |
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| ME IDENTIFIQUEI COM A JOVEM DA FOTO-EU FIZ TODOS ESTES TRABALHOS NA ROÇA. |
domingo, 4 de janeiro de 2015
DE OLAVO BILAC- O TEMPO
| O TempoSou o tempo que passa, que passa Sem princípio, sem fim, sem medida Vou levando a Ventura e a Desgraça, Vou levando as vaidades da Vida A correr, de segundo em segundo Vou formando os minutos que correm... Formo as horas que passam no mundo, Formo os anos que nascem e morrem. Ninguém pode evitar os meus danos... Vou correndo sereno e constante: Desse modo, de cem em cem anos, Formo um século e passo adiante. Trabalhai, porque a vida é pequena E não há para o tempo demora! Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas! Colaborou Monika Frish |
CARTA A MEUS FAMILIARES
Caros familiares,
Quando éramos crianças e vivíamos em Ciríaco com nossos pais tinhamos a companhia constante de outras familias de parentes, como a do tio José Seganfredo, do tio Acchiles Seganfredo e do Ermelindo Allievi, que era casado com uma filha do tio José, Gema Allievi, Vivíamos quase como nos primeiros tempos da imigração, pois todas estas familias haviam se deslocado da antiga colonia, Nova Bassano para colonizar as terras em Ciriaco. Foi necessário repetir quase tudo os que nosso antepassados provindos da Itália haviam feito: construir as casas em madeira, começando por cortar os pinheiros, desmatar, plantar quase tudo o que se consumia, coser as roupas, erguer capitéis, grutas, Igrejas, denominar líderes para presidir a comunidade nas ações conjuntas as, rezas, datas religiosas, festas de padroeiros....,podemos dizer que crescemos junto com o Brasil, Depois a chegada do rádio, da luz elétrica, da TV , da mecanização da lavoura....Tudo isso presenciamos e vivenciamos . Fomos também encaminhados para colégios, ou internos ou não, , era a solução ir para a cidade, quem não estudou para exercer outras profissões foram povoar novas terras, desta vez em outros Estados do Brasil, como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso....No tempo presente já temos parentes espalhados quase por todo Brasil.
Escrevo isso porque nesta semana faleceu nosso querido primo Belmiro, o Miro, filho de Acchiles e Ermelinda Seganfredo, este casou e migrou para o Mato Grosso, Campo Grande, não lembro se depois da ida dele para lá o tenha visto ainda. No entanto sempre guardamos, todos nós, com estes primos os mesmos laços de bem querer de quando morávamos perto. Sempre noticias, quando dava visitas, mas nunca rompemos os laços.Faço questão de ressaltar isto, pois nos tempos de hoje pouco se cultiva destas amizades eternas, os primos já nascem um em cada cidade, longe uns dos outros, poucos tem oportunidade de conviver, por isso até dificulta a criação de laços familiares fortes. Mudança de tempo, mudança de sentimento, mudança de comportamento.
Mas esta semana com a partida do Miro , lembrei das histórias de criança, das brincadeiras, das risadas, da vivência em familia, da mutua ajuda.
Vejo um esforço em recuperar os laços de familia, hoje faz-se muitas festas ,onde se reunem pessoas que tem origens comuns, traz-se sempre presente os antepassados, a história da familia.. É uma forma de resgatar alguns laços, que, caso contrário, acabarão se perdendo para sempre..Estas festas são sempre alegres, todos contando , ouvindo, cantando, se reapresentando. e o passado trazido novamente ao presente.
]Esta página de nossa história dedico a todos que partiram, nossos avós, todos nossos tios e tias. alguns primos e um irmão que morreram prematuramente.ou tragicamnete.
Enfim, as dores que temos de suportar neste Mundo tambem se fazem presentes em nossas familias. Lembremos com carinho os que ja se foram, os que estão aqui para cumprir sua missão nesta Terra, sejamos sempre unidos e lembremos dos exemplos de nossos antepassados, o que nos ensinaram, a lutar pela vida, pelo bem viver, a sermos solidários com as pessoas,enfim, a sermos pessoas de bem, e de fato, somos.
abraço a todos,
até o dia do nosso encontro
com estima
de vossa irmã, tia e prima
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COM MINHA SOBRINHA SILVANA CERICATO CARBONE
EM FEVEREIRO DE 2014
REECEBOS ESTA VISITA DE SILVANA E SEUS FAMILIARES QUE MORAM NO PARANÁ, QUANDO NOSSO IRMÃO ESTAVA EM TRATAMENTO MÉDICO.
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ANA MARIA FERRI SEGANFREDDO
sábado, 6 de setembro de 2014
UM ENCONTRO INESPERADO QUE TROUXE ALEGRIA
Desde criança ouvia contar que minha mãe tinha um irmão chamado Giaccomo e, que por um tempo ele ficou morando na nossa casa em Ciriaco, mas que estava doente e não muito tempo depois de ter se juntado à familia que morava em Campo Alegre ou Vila dos Barea teria falecido, jovem ainda, deixando os filhos ,alguns ainda adolescentes e que pouco depois mudaram-se para Passo Fundo. O contato com esta familia foi rompido, até que um belo dia uma jovenzinha chamada Greice Ribeiro entrou em contato comigo pelo facebook se dizendo descendente de Celeste Ferri e Pierina Cecchin Ferri, que havia localizado este blog e queria fazer um histórico da familia para apresentar em uma festa de familia que se realizaria no Pará, ela , no entanto morava em Araguaina, Tocantins, com a familia de sua mãe, familia Pereira. Lembrei-me então que há muitos anos estiveram em nossa casa em Ciriaco uma senhora chamada Pierina, era filha de Giacomo Ferri e havia se casado com um senhor de sobrenome Pereira. Lembrei-me que moravam no campo, que conhecia a mãe de Greice, chamada Teresinha e que milagrosamente, agora estavam entrando em contato! Eu que buscava informações sobre a familia deste tio Giaccomo Ferri!
Fiquei feliz, e neste contato já encontrei muitos netos de Giaccomo Ferri, muitos morando atualmente em Caxias do Sul, como Jorge, Lurdes, Dela, entre outros. Vi umas fotos antigas desta familia e fiquei encantada de encontrá-los, através de Greice Ribeiro, aliás, ela nasceu em Ciriaco. Obrigada Greice, por me propiciar esta alegria. Depois entrei em contato com Jorge que ficou emocionado em ver a foto de seus bisavós, pois era muito criança quando veio morar em Passo Fundo e quase nada sabia sobre a familia Ferri, De agora em diante, com os laços reestabelecidos, eu creio que este resgate familiar estava escrito no livro da vida!
Colocarei aqui algumas fotos para que a familia Ferri conheça tambem esta parte da história e passe a se comunicar, com laços de parentesco.
Estas fotos pertencem aos descendentes de Giaccomo Ferri, casado com Amábile Barea
Amábile falesceu em Passo Fundo, morou com o filho Alvise, que também já é falecido.
Espero que os laços permaneçam para sempre e que mais membros da familia se comunique com os Ferri, que agora , alguns são Pereira, outros são Vargas, Ribeiro e outros que espero entrem em contato.....enfim, uma alegria desvendar esta parte da história da familia.
Aberto para identificação das pessoas, para enviar outras fotos e comentários da familia descendente de GIACCOMO FERRI E AMÃBILE BAREA FERRI.
Estas outras fotos `foram copiadas do álbum de JORGE FERRI, apenas duas são do acervo de Luiza Ferri Seganfredo, como está identificado
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| Giaccomo Ferri esta foto foi cedida pela familia de Alvise Ferri(in memorian) filho de Giaccom o |
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| Celeste Giovanni Ferri e Pierina Cecchin Ferri, pais de Giaccomo Ferri |
quinta-feira, 15 de maio de 2014
MINHA MÃE LUIZA FERRI SEGANFREDO
MINHA MÃE LUIZA FERRI SEGANFREDO
Domingo é dia das mães , mas minha mãe já não está neste plano, faleceu em 1992, vitimada por um tumor na cabeça. Sofremos muito com isso e com a sua ausencia entre nós. Ela tinha 73 anos. Passados os anos o que lembro de minha mãe, uma mulher de coragem, filha de uma grande familia de imigrantes italianos, ela tinha a garra e a coragem necessárias a esta gente para sobreviver e criar também uma familia. Gostava muito de conversar, contar histórias e nossa casa estava sempre cheia de visitas, ou eram os sobrinhos de ambas as partes, ou eram seus irmãos, ou os irmãos de meu pai. Trabalhou muito na lavoura desde criança , com seus pais e irmãos e depois com meu pai, além de fazer a comida para todos nós. A medida que íamos crescendo também trabalhamos todos com nossos pais, o trabalho era duro, no principio a lavoura não era mecanizada.
Minha mãe sempre manifestou o desejo que seus filhos e filhas estudassem, assim poderia nos livrar da vida dura da roça. Sempre trabalhando e estudando,lá fomos nós, sempre com o incentivo dela e do pai. Agradeço a ela por isso.
Com o tempo a vida na roça foi melhorando, luz elétrica para todos, lavoura mecanizada.....
Mas , apesar disso , na roça sempre tem muito trabalho. Nas ferias todas nós iamos ajudar nossos pais nos trabalhos, um prazer ficar com eles. Nas frequentes visitas que faziamos era para aproveitar os bons momentos, rir e contar estórias e histórias . Quando eu ia passar o final de semana com eles não era raro eu levantar de minha cama correndo e ir deitar um pouquinho na cama com minha mãe... estas coisas pequenas nos fazia felizes.
Dela herdei o gosto por escrever, até coloquei em meu blog " as cartas manuscritas", algumas cartas que minha mãe trocava com seus irmãos que não moravam mais em Ciriaco, moravam em outras cidades e em outros Estados do Brasil.
Outro costume era ter uma caixa cheia de fotografias dos irmãos, sobrinhos e alguns amigos, naquela época a fotografia podia mostrar para as familias as crianças, as fotos de familia eram uma tradição, graças a isto as proximas gerações poderão ver os rostos de seus antepassados. Também era costume pegar a caixa de fotografias e sentar com os irmãos e falar dos parentes....o que hoje já não se faz.... era o momento "familia" assim posso denominar....
Minha mãe tinha também uma qualidade teatral que era de imitar pessoas engraçadas, imitando voz e gestos...riamos muito... e a caridade era uma qualidade também, ninguém que passasse lá em casa saia de mãos vazias....não raro meu pai encilhava o cavalo e ia levar mantimentos a alguma familia , parente ou não, que estivesse em dificuldades. Ajudar a colher as plantações de alguém que estivesse doente também era costume....isso não se vê mais......
Então mãe Luiza, me dói a tua ausencia física perto de mim, ao mesmo tempo estás presente em tudo....TE AMO, MÃE, PARA SEMPRE!
Minha mãe sempre manifestou o desejo que seus filhos e filhas estudassem, assim poderia nos livrar da vida dura da roça. Sempre trabalhando e estudando,lá fomos nós, sempre com o incentivo dela e do pai. Agradeço a ela por isso.
Com o tempo a vida na roça foi melhorando, luz elétrica para todos, lavoura mecanizada.....
Mas , apesar disso , na roça sempre tem muito trabalho. Nas ferias todas nós iamos ajudar nossos pais nos trabalhos, um prazer ficar com eles. Nas frequentes visitas que faziamos era para aproveitar os bons momentos, rir e contar estórias e histórias . Quando eu ia passar o final de semana com eles não era raro eu levantar de minha cama correndo e ir deitar um pouquinho na cama com minha mãe... estas coisas pequenas nos fazia felizes.
Dela herdei o gosto por escrever, até coloquei em meu blog " as cartas manuscritas", algumas cartas que minha mãe trocava com seus irmãos que não moravam mais em Ciriaco, moravam em outras cidades e em outros Estados do Brasil.
Outro costume era ter uma caixa cheia de fotografias dos irmãos, sobrinhos e alguns amigos, naquela época a fotografia podia mostrar para as familias as crianças, as fotos de familia eram uma tradição, graças a isto as proximas gerações poderão ver os rostos de seus antepassados. Também era costume pegar a caixa de fotografias e sentar com os irmãos e falar dos parentes....o que hoje já não se faz.... era o momento "familia" assim posso denominar....
Minha mãe tinha também uma qualidade teatral que era de imitar pessoas engraçadas, imitando voz e gestos...riamos muito... e a caridade era uma qualidade também, ninguém que passasse lá em casa saia de mãos vazias....não raro meu pai encilhava o cavalo e ia levar mantimentos a alguma familia , parente ou não, que estivesse em dificuldades. Ajudar a colher as plantações de alguém que estivesse doente também era costume....isso não se vê mais......
Então mãe Luiza, me dói a tua ausencia física perto de mim, ao mesmo tempo estás presente em tudo....TE AMO, MÃE, PARA SEMPRE!
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